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1) Entendendo a Dismenorréia
2) Toda mulher tem Dismenorréia?
3) Dismenorréia Primária e Dismenorréia Secundária
4) A dismenorréia pode ser psicológica?
5) Existe medicamento para a dismenorréia


ENTENDENDO A DISMENORRÉIA

Dismenorréia é uma palavra que vem do grego e significa "fluxo menstrual difícil". Do ponto de vista prático, representa menstruação com dor em cólica, que geralmente tem início poucas horas antes ou imediatamente após o começo do período menstrual.

Localiza-se freqüentemente no baixo-ventre (abaixo do umbigo e acima do púbis) e a região torna-se bastante dolorosa à palpação. Geralmente, pode durar alguns dias.

Além da dor em cólica, que pode ser intensa, a dismenorréia pode se apresentar com outros sinais e sintomas, associados ou não, principalmente náuseas, diarréia, dor e inchaço nos membros inferiores e nas mamas, dor de cabeça (cefaléia), nervosismo, insônia, etc.


TODA MULHER TEM DISMENORRÉIA?

Não, obrigatoriamente. Contudo, é um dos problemas ginecológicos mais comuns, afetando 40 a 70% das mulheres em idade reprodutiva, inclusive as adolescentes (52%). Das mulheres acometidas de dismenorréia, 10 a 12% se mostram incapacitadas de exercer suas atividades profissionais ou escolares por 1 a 3 dias a cada mês, totalizando uma perda anual de 140 milhões de horas de trabalho nos Estados Unidos.


DISMENORRÉIA PRIMÁRIA E DISMENORRÉIA SECUNDÁRIA

A dismenorréia primária é aquela que não apresenta uma causa orgânica específica, surgindo, geralmente, um a dois anos após a primeira menstruação (menarca), podendo persistir mesmo após os 40 anos de idade.

Durante o ciclo menstrual, quando o período da ovulação se aproxima, começa a produção de uma substância denominada prostaglandina que atua no útero. Muitas vezes, por razões que se desconhece, há uma produção excessiva da prostaglandina, o que provoca a dor em cólica, caracterizando a dismenorréia primária.

A dismenorréia secundária é provocada por alguma doença ou distúrbio que afeta os órgãos pélvicos (ovários, tubas uterinas, útero, etc.), e geralmente ocorre muitos anos depois da primeira menstruação (menarca). Dessa maneira, várias condições ginecológicas podem determinar um quadro de dismenorréia, principalmente cistos, alterações dos ovários e do útero, inclusive miomas (tumor benigno), endometriose (proliferação do endométrio em outro local que não o útero) e também o uso de DIU - Dispositivo intra-uterino.


A DISMENORRÉIA PODE SER PSICOLÓGICA?

Diretamente não. Há sempre um substrato orgânico na manifestação sintomática, quer seja a produção excessiva de prostaglandina nas dismenorréias primárias, como a existência de doença ginecológica, nas dismenorréias secundárias.

Contudo, dismenorréia e menstruação têm um grande conteúdo simbólico com sexo, e todos os seus aspectos relativos a homem/mulher, prazer e, obviamente, amor.

Em conseqüência, qualquer fato marcante na formação psicológica da mulher, através de desencontros ou desacertos, ou mesmo desamores que favoreçam a desvalorização de sua auto-estima, pode repercutir em sua vida sexual e afetiva. Inclusive, quem sabe, na exacerbação dos sintomas da dismenorréia. É uma possibilidade.


EXISTE MEDICAMENTO PARA A DISMENORRÉIA

A descoberta de que as cólicas menstruais e toda a sintomatologia relativa à dismenorréia estavam intimamente ligadas à produção excessiva de prostaglandina encerrou o ciclo de vida das antigas compressas quentes, dos chás e, um pouco mais tarde, dos analgésicos tomados ao longo do dia.

A produção das prostaglandinas é bloqueada pelos antiinflamatórios não-hormonais (AINH) que, dessa maneira, medicam a cólica, a dor lombar e todos os sinais e sintomas da dismenorréia primária. O seu médico saberá o que receitar para você.





 
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