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O que é a Osteoporose?
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Quais seus sintomas?
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Como são as fraturas?
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Todos podem desenvolver Osteoporose?
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Como pode ser tratada a Osteoporose?
O QUE É A OSTEOPOROSE?
Osteoporose – ou poros nos ossos – é uma doença caracterizada pela diminuição da massa óssea, acarretando fragilidade dos ossos e, conseqüentemente, maior possibilidade de fraturas, principalmente na bacia e na coluna vertebral.
QUAIS SEUS SINTOMAS?
A Osteoporose é, na maioria das vezes, uma "doença silenciosa", visto que a perda óssea ocorre, geralmente, sem sintomas. As pessoas podem, inclusive, ser portadoras de Osteoporose e não saberem, até o dia em que, com o enfraquecimento dos ossos, um movimento mais brusco, uma batida, ou mesmo uma pequena queda, ocorre uma fratura. Aí a dor aparece, e às vezes intensa, inclusive através de dor nas costas, se há comprometimento da coluna vertebral.
COMO SÃO AS FRATURAS?
As fraturas são as graves complicações da Osteoporose, tornando-se um importante problema de saúde pública. As fraturas mais comuns são as do quadril e do fêmur (colo), da coluna vertebral, do punho e do ombro.
Das fraturas dos membros superiores, a mais freqüente é a do punho, com grande prevalência nas mulheres idosas, crescendo linearmente na faixa etária de 50 - 70 anos, com incidência maior no inverno. Traumas leves a moderados, como as quedas da própria altura com as mãos espalmadas, determinam com certa freqüência esse tipo de fratura. No ombro, a fratura do úmero proximal, embora mais rara, acontece em algumas quedas com apoio do membro superior. Em relação às fraturas do quadril e do fêmur, as quedas são os principais acidentes que determinam seu aparecimento. Não devemos nos esquecer de que, muitas vezes, o paciente fratura primeiro o colo do fêmur espontaneamente, caindo a seguir. Essas fraturas obrigam o médico a internar seus pacientes. Torna-se fundamental que os pacientes osteoporóticos sejam orientados para participar de um programa ativo de prevenção de quedas.
As fraturas que ocorrem entre os 45 e 65 anos são mais freqüentemente relacionadas à compressão aguda com dor intensa, enquanto aquelas que ocorrem em idades mais avançadas são de início mais insidioso e menos dolorosas. As dores podem ser localizadas ou também irradiadas (por exemplo, para o tórax) e, geralmente, acompanhadas de contraturas da musculatura paravertebral. Esses sintomas podem ser aliviados quando o paciente é colocado em repouso.
TODOS PODEM DESENVOLVER OSTEOPOROSE?
O principal desencadeante da Osteoporose em mulheres é sem dúvida a menopausa, quando cessa a produção de hormônios estrogênio e progesterona. Contudo, certas pessoas são mais susceptíveis de desenvolver a Osteoporose do que outras, em que os chamados "Fatores de Risco" podem atuar precipitando ou intensificando o desequilíbrio da mineralização dos ossos. Dos inúmeros "Fatores de Risco" destacaríamos a menopausa antes dos 45 anos (inclusive motivada por cirurgia com a retirada do útero e/ou ovários), história familiar de fraturas em mulheres jovens, uso crônico de certos medicamentos, tais como corticóides e anticonvulsivantes, baixa ingestão crônica de cálcio, sedentarismo com pouca atividade física, tabagismo, uso excessivo de bebidas alcoólicas, idade avançada, e pessoas de raça caucasiana ou asiática.
História familiar: Se sua mãe ou avó sofreu de Osteoporose, suas probabilidades de vir a desenvolver a doença são muito maiores. Além disso, um parente seu pode ter sinais característicos de Osteoporose, tais como fraturas ósseas conseqüentes a trauma mínimo, encurvamento da coluna para a frente, ou diminuição na estatura.
Uso crônico de medicamentos: Alguns medicamentos, tais como corticóides, quando utilizados por longo tempo, podem causar um efeito prejudicial aos ossos. Os corticóides são freqüentemente utilizados nos tratamentos a longo prazo de asma e afecções como artrite reumatóide. Se você estiver utilizando-os, alerte seu médico sobre este fato. A mesma coisa pode acontecer com os usuários de anticonvulsivantes.
Baixa ingestão crônica de cálcio: Uma ingestão inadequada de cálcio no regime alimentar priva o corpo das matérias-primas necessárias para a manutenção da força da massa óssea. Qualquer pessoa com deficiência nutricional ou cujo regime alimentar seja pobre em alimentos ricos em cálcio, tais como produtos lácteos, verduras e legumes frescos, pode correr risco maior de ter Osteoporose. O Cálcio representa 1,5% do peso do corpo, sendo que 99% do seu total está no esqueleto. Diariamente, nosso corpo elimina cerca de 400 mg de Cálcio. Para compensar essa perda, você deve se alimentar com, aproximadamente, 800 – 1100 mg (adulto até 50 anos) de cálcio, diariamente.
Sedentarismo: A resistência de nossos ossos é determinada em parte pelo esforço físico exigido do esqueleto. Assim como os músculos se enfraquecem quando não são usados, os ossos também necessitam de certa quantidade de exercício para permanecerem fortes e saudáveis. Pessoas confinadas à cama ou a uma cadeira de rodas, ou cujo estilo de vida seja particularmente sedentário, correm maior risco de desenvolver Osteoporose.
Fumo e álcool: Fumar e consumir exageradamente bebidas alcoólicas acelera o ritmo de perda óssea, o que aumenta suas probabilidades de ter Osteoporose.
COMO PODE SER TRATADA A OSTEOPOROSE?
A Fundação Nacional da Osteoporose, dos Estados Unidos, admite que a Osteoporose não tem cura. Contudo, já há diversos medicamentos que ajudam a diminuir, e mesmo parar, as perdas de massa óssea, e, conseqüentemente, diminuir o aparecimento de fraturas. Consulte o seu médico, periodicamente, principalmente após a menopausa. Caso haja necessidade, ele saberá o que medicar em função de suas necessidades. Nunca se auto-medique nem aceite a orientação de pessoas não médicas que sugiram algum esquema terapêutico. A saúde é muito importante, pois dela dependa a Vida.