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O que são doenças sexualmente transmissíveis?
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Como se manifestam as diversas DST – Doenças Sexualmente Transmissíveis?
O QUE SÃO DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS?
As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são doenças causadas por vários tipos de agentes. São transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o isso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada e, geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.
Algumas DST são de fácil tratamento e de rápida resolução. Outras, contudo, têm tratamento mais difícil ou podem persistir ativas, apesar da sensação de melhora relatada por pacientes. As mulheres, em especial, devem ser bastante cuidadosas, já que, em diversos casos de DST, não é fácil distinguir os sintomas das reações orgânicas comuns de seu organismo. As DST são os principal fator facilitador da transmissão sexual do vírus da aids, pois feridas nos órgãos genitais favorecem a entrada do HIV.
O uso de preservativos em todas as relações sexuais é o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão, tanto das DST quanto do vírus da aids.
Outras formas de contágio
Algumas DST também podem ser transmitidas da mãe infectada para o bebe durante a gravidez ou durante o parto. Podem provocar, assim, a interrupção espontânea da gravidez ou causar lesões ao feto.
Outras DST podem também ser transmitidas por transfusão de sangue contaminado ou compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente no uso de drogas injetáveis.
• Gonorréia
• Sífilis
• Cancro mole
• Linfogranuloma venéreo
• Donovanose
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• Herpes Genital
• Condiloma Acuminado ou HPV
• Tricomoníase
• Candidíase
• Uretrite Não Gonocócica
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• Hepatite A ou B
• Pitiríase
• Escabiose
• Pediculose
• AIDS
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COMO SE MANIFESTAM AS DIVERSAS DST – DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS?
SÍFILIS
A Sífilis tem como agente causador uma bactéria denominada Treponema pallidum.
A Sífilis, também conhecida como Lues, começa com uma discreta lesão (pequena ferida) nos órgãos genitais (pênis, vulva, vagina, colo uterino) que não causa dor, geralmente única e que aparece 20 a 30 dias após a relação sexual contaminada. Esta pequena lesão é chamada de Cancro Duro, que desaparece espontaneamente em 1 mês. Depois de aproximadamente 10 dias do aparecimento do Cancro Duro, surgem caroços nas virilhas (as ínguas) que somem, apesar de não tratadas. Fica-se algum tempo (30 dias) sem manifestações, para então surgirem manchas avermelhadas na pele, que parecem uma alergia, porém com uma diferença: geralmente não coçam. Daí, então, a doença evolui com aparecimento eventual de alterações na pele e mucosa, principalmente ao redor dos órgãos genitais. Depois de 1 a 2 anos de evolução, a doença entra na fase de latência (ausência de manifestações no corpo). Depois desse período, a doença pode evoluir para a fase tardia, principalmente com lesões no coração e cérebro. A doença só continua quando não ocorre tratamento adequado.
A Sífilis pode ser passada de uma pessoa para outra por meio de relações sexuais desprotegidas (sem preservativos), através de transfusão de sangue contaminado (que hoje em dia é muito raro em razão do controle do sangue doado), e durante a gestação e o parto (da mãe infectada para o bebê)
GONORRÉIA
Sintomas: Entre dois e oito dias após relação sexual desprotegida, a pessoa passa a sentir ardência e dificuldade para urinar. Às vezes, pode-se notar um corrimento amarelado ou esverdeado – até mesmo com sangue – que sai pelo canal da urina, no homem e pela vagina, na mulher.
Mesmo sem apresentar sintomas, as mulheres contaminadas transmitem a bactéria causadora da doença. Pode ocorrer também, durante o parto, transmissão da mãe contaminada para o bebê. Caso esse tipo de transmissão aconteça, corre-se o risco de o bebê ter os olhos gravemente afetados, podendo levar à cegueira.
CANCRO MOLE
O Cancro Mole, popularmente chamado de Cavalo, é causado por uma bactéria, Haemophilus ducreyi, e apresenta nos órgãos genitais várias feridas ulceradas e dolorosas, que são acompanhadas de íngua na virilha (bubão) e desaparecem quando são tratadas. O bubão geralmente se rompe com orifício único.
LINFOGRANULOMA VENÉREO
O Linfogranuloma Venéreo, também chamado de Mula, é causado por uma bactéria, que é a Chlamydia trachomatis. Inicia-se com uma discreta lesão nos órgãos genitais, que na maioria dos casos nem é percebida. Causa grande íngua na virilha (bubão), que tende a se romper em múltiplos orifícios. Sua evolução é muito lenta e pode causar elefantíase, aumento acentuado dos órgãos genitais externos.
Na mulher, na fase bem avançada da doença, pode também causar estreitamento do ânus.
DONOVANOSE
O Donovanose, também conhecido como granuloma inguinal, felizmente é uma doença pouco freqüente. Suas lesões são úlceras crônicas nos órgãos genitais, que geralmente não apresentam dor. Estas lesões possuem evolução muito lenta e freqüentemente acometem pessoas de baixíssimo nível sócio-econômico e cultural, que só procuram auxílio médico após anos de doença.
Apesar de ser uma doença que causa lesões grandes e ulceradas, a infectividade não é grande, inclusive, há pesquisadores que duvidam de que a Donovanose seja uma DST. É causado pela bactéria Callymato bacterium granulomatis.
CONDILOMA ACUMINADO
O Condiloma Acuminado, ou Crista de Galo, é uma doença causada por um vírus, o Papilomavírus humano. As lesões do Condiloma, também nos órgãos genitais, são do tipo verrugas, lembrando couve-flor. Contudo, em algumas situações, estas lesões não são típicas e as manifestações clínicas podem ser bem diferentes.
O tratamento do Condiloma Acuminado é realizado com substâncias químicas ou intervenções que só os especialistas devem manusear, pois podem causar sérios problemas quando usadas sem os cuidados necessários.
HERPES GENITAL
O Herpes Genital é causado por um vírus e sua manifestação maior é a formação de vesículas (pequenas bolhas) que se rompem causando dor, tipo queimação e ardência nos órgãos genitais. A doença aparece e desaparece espontaneamente, estando ligada a fatores desencadeantes como o stress. Apesar de não se ter, até hoje, uma medicação específica para o tratamento do Herpes, pois não existe medicação para o vírus, é errado pensar que a doença não tem cura. É relatado que, afastando os fatores irritantes e traumáticos, a doença pode ficar sob controle, até que o próprio organismo desenvolva um mecanismo interno de defesa. Existem hoje medicações antivirais que ajudam bastante neste controle.
URERITE NÃO GONOCÓCICA
A Uretrite não Gonocócica (infecção na uretra mas que não é gonorréia) pode ser causada por vários germes. A maioria dos homens com uretrite não gonocócica apresenta uma leve secreção na uretra, sente pouca dor e discreta ardência ao urinar. Pode ser uma doença grave quando não tratada. Nas uretrites não gonocócicas (também nas cervicites não gonocócicas) o patógeno mais comum é a Chlamydia trachomatis.
A maior parte das mulheres não possui sintomas da doença; porém, elas podem transmitir a infecção ao seu parceiro.
INFECÇÕES VAGINAIS (VULVOVAGINITES)
As Infecções Vaginais (vulvovaginites) são causadas por diferentes microorganismos (bactérias, fungos ou protozoários) que provocam corrimento branco-amarelado ou acinzentado, coceira, dor durante a relação sexual, ardor e odor ativo.
Na maioria das vezes, os parceiros sexuais não apresentam sintomas, mas podem ser portadores. Por isso, pode ser indicado exame médico e conseqüente tratamento dessas pessoas (parceiros).
As vulvovaginites mais frequentes são a Candidíase, Tricomoníase e Vaginose Bacteriana, que podem ser prevenidas através de uma série de hábitos que devem ser instituídos:
• Manter adequada higiene das partes íntimas, principalmente durante o banho diário;
• Após evacuação ou micção, a higiene deve ser feita da frente para trás, isto é, da vulva para o ânus (nunca no sentido contrário), para que os microrganismos intestinais não sejam transportados até o orifício urinário.
• Urinar logo após a relação sexual, pois assim poderá eliminar as bactérias que possam ter alcançado o canal uretral.
• Fique atenta a eventuais aumentos de secreção que possam fluir da vagina; aos primeiros sinais de corrimento ou coceira, procure seu ginecologista para um exame apurado.
SÍNDROME DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (AIDS/SIDA)
A AIDS é uma síndrome (uma variedade de sintomas e manifestações) causada pela infecção do organismo humano pelo HIV (vírus da imunodeficiência adquirida, traduzido do inglês Human Immunodeficiency Vírus). O HIV compromete o funcionamento do sistema imunológico humano, impedindo-o de executar adequadamente sua função de proteger o organismo contra agressões externas, tais como: bactérias, outros vírus, parasitas e células cancerígenas.
Mesmo apresentando resultado positivo para a infecção pelo HIV, um individuo pode não estar com aids. A aids representa o estágio mais avançado da infecção pelo HIV, quando o sistema imunológico já se encontra bastante comprometido e surgem determinadas infecções, conhecidas como doenças oportunistas.
A infecção pelo HIV é um processo de longa duração que passa por diferentes estágios. A duração e a gravidade de cada estágio dependem de vários fatores relacionados tanto ao vírus quanto ao individuo infectado e apresenta sintomas diferentes. O tempo entre a exposição ao HIV e o inicio dos sinais e sintomas, em geral, varia de cinco dias a três meses. As manifestações podem resultar em gripe persistente, perda de peso progressiva, diminuição da força física, febre intermitente, dores musculares, suores noturnos, diarréia, entre outras reações. Quando a infecção pelo HIV já esta avançada, começam a aparecer doenças oportunistas, tais como: tuberculose, pneumonia, diarréia crônica.
Formas de contágio:
Contato sexual desprotegido com pessoa soropositiva; contato direto com sangue contaminado (que inclui compartilhamento de agulhas para injeção de drogas, transfusões de sangue e/ou hemoderivados, acidentes com materiais biológicos, ocupacionais ou não, que gerem contatos diretos destes com mucosas, com pele lesionada ou ferida e com tecidos profundos do corpo, permitindo o acesso à corrente sanguinea); da mãe portadora do HIV para o filho, durante a gestação, o parto ou pelo aleitamento.
Prevenção:
Prática de sexo seguro (relação monogâmica com parceiro HIV negativo e uso de preservativo em todas as relações sexuais).
O cuidado no manejo de sangue é recomendado também (uso de seringas descartáveis, exigir que todo sangue a ser transfundido seja previamente testado para a presença do HIV, uso de luvas quando estiver manipulando feridas ou líquidos potencialmente contaminados). Não há, no momento, vacina efetiva da infecção pelo HIV.